Entrevista Voz de Tras os Montes

14-02-2017 22:02

Sindicatos vão continuar a lutar se Governo não iniciar negociação de carreiras especiais   

 

Esta é a principal preocupação dos trabalhadores não docentes, no entanto há ainda outras reivindicações como a contratação de mais recursos humanos para as escolas

 

Depois de a greve dos trabalhadores não docentes ter superado as próprias expectativas dos sindicatos, em que centenas de estabelecimentos tiveram de encerrar, os trabalhadores admitem uma nova paralisação se o Governo não iniciar um processo negocial com vista ao estabelecimento de carreiras especiais para estes trabalhadores.

Em declarações à VTM, António Teixeira, vice-presidente da STAE-Norte, sublinhou a “mobilização extraordinária” no distrito de Vila Real, em que a maioria das escolas teve de encerrar devido à falta de funcionários. No entanto, realça aquilo que importa agora é olhar para o futuro, salientando que as preocupações se mantêm. “Queremos que o governo considere as carreiras especiais para os trabalhadores da educação, que defina de uma vez por todas os conteúdos funcionais dos funcionários e abra concursos para a contratação de mais recursos humanos”.

Para colmatar as falhas nas escolas, os sindicatos referem que o executivo tem recorrido à contratação de tarefeiros, com contratos precários pagos a 3,49€/hora. “Por norma, estes contratos têm início em setembro ou outubro e acabam em junho, nem sequer preenchem o ano letivo todo. Por isso, é fulcral abrir concursos para o pessoal não docente”, defende Filomena Tavares, dirigente sindical, acrescentando ainda a necessidade de descongelar as carreiras. “Esta situação leva as pessoas à depressão, em que são sobrecarregadas com trabalho, já que os trabalhadores vão saindo e ninguém entra para os substituir”.

Outro problema que afeta a carreira não docente está na transferência destes profissionais para as autarquias, uma situação que os sindicatos querem rever, até porque estes devem ser preservados como trabalhadores das escolas. “Quando um assistente operacional é transferido para uma autarquia, se não tiver um conteúdo funcional definido em relação ao que faz na escola, está sujeito a que, por exemplo, durante as interrupções letivas, possa ser colocado a cortar relva nos jardins públicos ou em outra função qualquer que nada tem a ver com a sua especialização, que é trabalhar com crianças”, alerta António Teixeira, acrescentando que é “muito importante” ter o conteúdo funcional definido. “O assistente operacional não pode ser pau para toda a colher”, reafirma este responsável.

Estas são algumas das reivindicações que o secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE), João Dias da Silva, vai levar junto do governo em breve.

Entretanto, a FNE tem em curso uma petição pública que já recolheu mais de cinco mil assinaturas em que pretende fazer chegar à Assembleia da República a discussão por via parlamentar da criação de uma careira para os trabalhadores não docentes, uma das exigências sindicais. “Muitas pessoas já assinaram. As próprias associações de pais estão sensíveis a este problema, sendo este um sinal claro que estão com a nossa luta”.

 

Declarações:

Filomena Tavares, dirigente sindical

“Uma escola como a Diogo Cão ou a Morgado de Mateus tem de ter no mínimo dois funcionários por pavilhão, mas o que acontece é que por vezes não há nenhum ou então um funcionário faz dois pavilhões”

 

António Teixeira, vice-presidente do STAE-Norte

“É muito importante ter o conteúdo funcional definido, pois o assistente operacional não pode ser pau para toda a colher”

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Declarações:

Filomena Tavares, dirigente sindical

“Uma escola como a Diogo Cão ou a Morgado de Mateus tem de ter no mínimo dois funcionários por pavilhão, mas o que acontece é que por vezes não há nenhum ou então um funcionário faz dois pavilhões”

 

António Teixeira, vice-presidente do STAE-Norte

“É muito importante ter o conteúdo funcional definido, pois o assistente operacional não pode ser pau para toda a colher”

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